
Foto: Arquivo Pessoal
Nesta segunda-feira (12), completa um mês do crime de feminicídio que vitimou a psicóloga e pedagoga Karine Barros, de 39 anos, no município de Missão Velha. O assassinato ocorreu no dia 12 de dezembro de 2025, por volta das 7h, em frente à Escola de Ensino Fundamental Joaquim Gonçalves, no bairro Boa Vista, quando a vítima seguia para o trabalho na cidade vizinha de Abaiara. O caso causou grande repercussão e comoção na população local e em toda a região do Cariri.
Segundo as investigações, Karine foi morta com três disparos de arma de fogo efetuados pelo ex-companheiro, Diego Almeida Castro, de 40 anos, que estava na garupa de uma motocicleta no momento do crime. O condutor da moto, apontado como comparsa, ainda não foi identificado pelas autoridades. Diego foi preso em flagrante no mesmo dia, horas após o assassinato.
O ex-companheiro da vítima, Diego Almeida Castro, de 40 anos, foi denunciado na última sexta-feira (09) pelo Ministério Público do Ceará pelo crime de feminicídio duplamente qualificado. Isso significa que o crime apresenta duas circunstâncias que o tornam mais grave, como o motivo torpe e o recurso que dificultou a defesa da vítima, já que Karine foi surpreendida enquanto se deslocava para o trabalho.
De acordo com as investigações, Diego Almeida Castro foi o responsável por efetuar três disparos de arma de fogo que resultaram na morte de Karine Barros. No momento do crime, ele estava na garupa de uma motocicleta, conduzida por um comparsa que ainda não foi identificado pelas autoridades. A denúncia aponta que o assassinato foi motivado por uma disputa judicial pela guarda do filho de 2 anos, fruto de um relacionamento de cerca de seis anos entre o acusado e a vítima.
Ainda conforme as investigações, após a separação, Diego passou a fazer ameaças de morte contra a ex-companheira. Ele foi preso em flagrante no mesmo dia, horas após o crime, e permanece à disposição da Justiça. Um mês após o feminicídio, o caso segue como um marco doloroso para Missão Velha e reforça o debate sobre o combate à violência contra a mulher e a necessidade de medidas efetivas de proteção às vítimas.





