O Ceará foi escolhido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para receber o projeto-piloto do primeiro laboratório de inteligência penal do Brasil. A iniciativa prevê um investimento federal de R$ 23 milhões até o fim de 2026, destinado à aquisição de equipamentos tecnológicos para reforçar a segurança no sistema penitenciário estadual.
Os recursos serão utilizados para modernizar a estrutura de pelo menos nove unidades prisionais, que deverão adotar padrões de segurança máxima. Entre os equipamentos previstos estão drones, scanners, georadares e kits de varredura, que auxiliarão a Polícia Penal na fiscalização e na identificação de ameaças dentro dos presídios.
A tecnologia permitirá detectar comunicações ilegais, aparelhos eletrônicos e outros materiais proibidos, além de identificar possíveis riscos à estrutura das unidades, como túneis escavados por detentos. A medida busca dificultar a entrada de objetos ilícitos e impedir que o ambiente prisional seja utilizado para coordenar atividades criminosas.
O anúncio do investimento foi realizado na sede da Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização do Ceará (SAP), em Fortaleza. Participaram do evento o secretário da Administração Penitenciária, Mauro Albuquerque, e a vice-governadora do Ceará, Jade Romero, além de representantes do Governo Federal.
Segundo André Garcia, secretário nacional de Políticas Penais, a principal meta é impedir que integrantes de organizações criminosas continuem transmitindo ordens de dentro das unidades prisionais. A estratégia prevê o bloqueio das comunicações ilegais, especialmente aquelas realizadas por meio de celulares.
O investimento está relacionado às medidas previstas na Lei Antifacção, sancionada neste ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A proposta é ampliar o uso da tecnologia e da inteligência penal para fortalecer o controle das unidades prisionais e combater a atuação de grupos criminosos a partir dos presídios.






