O ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes (PSDB) afirmou que está cada vez mais inclinado a disputar novamente o Governo do Ceará, mas deixou claro que ainda avalia cenários e não descarta uma possível candidatura à Presidência da República nas eleições deste ano.
A declaração foi dada na tarde desta quarta-feira (15), durante evento que marcou a posse do ex-prefeito Roberto Cláudio (União Brasil) na presidência do partido em Fortaleza. Em discurso, Ciro destacou que vive um momento de reflexão política e disse estar “amadurecendo” a decisão sobre seu futuro eleitoral.
Segundo ele, o convite feito pelo presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, para que concorra novamente ao Palácio do Planalto, reacendeu um projeto que, segundo o próprio Ciro, nunca saiu de seus planos.
“Não tiro o Brasil da cabeça”, afirmou, ao lembrar que se preparou por anos para disputar a Presidência, mas ressaltou que também tem compromisso com o cenário político cearense.
Apesar da sinalização de uma candidatura estadual, Ciro demonstrou cautela e disse que a decisão final ainda será construída com base no diálogo com aliados e na escuta da população. Ele reforçou que não pretende abandonar o projeto político no Ceará de forma precipitada.
“Não posso simplesmente desertar da luta que venho construindo com muita gente no Ceará”, pontuou o ex-governador.
Cenários possíveis
Caso Ciro Gomes confirme candidatura ao Governo do Ceará, o pleito tende a ganhar um peso ainda maior, com a presença de uma liderança experiente e de forte projeção nacional. Por outro lado, se optar por disputar novamente a Presidência, o cenário local pode sofrer uma reconfiguração significativa, abrindo espaço para novas lideranças e rearranjos entre os principais grupos políticos do estado.
A eventual saída de Ciro da disputa estadual pode influenciar diretamente alianças, estratégias de campanha e até o nível de competitividade da eleição no Ceará, enquanto sua entrada na corrida presidencial recoloca seu nome no debate nacional em um momento de polarização política.
A decisão, segundo o próprio ex-ministro, está próxima de ser anunciada — e deve impactar não apenas o Ceará, mas também o cenário político brasileiro como um todo.






