O pronunciamento do médico da CBF, Rodrigo Lasmar, nesta quinta-feira (28), apenas confirmou algo que já vinha ficando evidente nos últimos anos: o principal problema de Neymar hoje é a condição física.
O atacante vai desfalcar os amistosos preparatórios da Seleção Brasileira e já gera preocupação até para a estreia da Copa do Mundo. O detalhe que mais chama atenção é a divergência entre o diagnóstico apresentado anteriormente pelo Santos e o divulgado pela comissão médica da CBF. Enquanto o clube paulista tratava o problema apenas como um edema, Rodrigo Lasmar deixou claro que a situação é mais delicada.
E esse cenário reforça um debate inevitável: até que ponto Neymar ainda consegue suportar o nível físico exigido pelo futebol atual?
Tecnicamente, Neymar continua sendo um jogador acima da média dentro do futebol brasileiro. Porém, o problema é que isso sozinho já não basta em uma competição de alto nível como uma Copa do Mundo. Nos últimos anos, o atacante acumulou lesões, perdeu sequência e passou longos períodos afastado dos gramados. Sempre retorna cercado de expectativa, mas raramente consegue manter regularidade física por muito tempo.
Hoje, a sensação é que a Seleção Brasileira vive mais uma vez a expectativa em torno da recuperação de Neymar do que propriamente a preparação técnica para o Mundial.
E talvez seja justamente aí que Carlo Ancelotti precise tomar uma decisão importante. Construir uma equipe dependente de Neymar neste momento parece um risco alto. Principalmente porque a tendência é de uma Copa extremamente intensa fisicamente, com jogos em ritmo forte e temperaturas elevadas nos Estados Unidos.
Por isso, não acredito que Neymar chegue como titular da Seleção, quando estiver disponível para atuar. Vejo mais possibilidade de ser utilizado de maneira pontual, entrando em determinados momentos do jogo, quando a intensidade da partida estiver menor. Apostar que ele suportará partidas inteiras em alto nível físico parece pouco realista diante do histórico recente.
A verdade é que o debate sobre Neymar hoje já não gira mais em torno de talento. O foco passou a ser a capacidade física de conseguir permanecer disponível e competitivo em uma sequência de jogos decisivos.
E, neste momento, essa ainda é uma dúvida que a Seleção Brasileira não conseguiu responder.






