POLÍTICA

Justiça Eleitoral rejeita acusação de abuso de poder contra prefeito Glêdson Bezerra em Juazeiro do Norte

Justiça Eleitoral rejeita acusação de abuso de poder contra prefeito Glêdson Bezerra em Juazeiro do Norte

A Justiça Eleitoral de Juazeiro do Norte proferiu na última sexta-feira, (1), a sentença favorável ao prefeito municipal Glêdson Bezerra, (PODE), rejeitando as acusações de abuso de poder político na ação que investigava a distribuição de cestas básicas durante o período eleitoral.

A decisão marca a segunda vitória judicial do gestor nas três ações movidas pela coligação adversária “Fé, União e Trabalho”, liderada pelo deputado estadual Fernando Santana (PT). A terceira ação ainda está em tramitação e a defesa do prefeito comunicou que irá recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

A ação, que foi julgada na sexta-feira, alegava que a Prefeitura de Juazeiro do Norte teria armazenado cestas básicas para a distribuição próximo ao pleito de 2024 com o intuito de influenciar os votos dos eleitores. Entretanto, o juiz responsável pelo caso, Gustavo Henrique Cardoso, entendeu que a distribuição das cestas fazia parte de um programa oficial da gestão municipal, que está previsto em lei desde o ano de 2019, e está sendo executado desde 2020.

O magistrado afirmou em sua decisão; “Conclui-se pela inexistência de provas nos autos no sentido de demonstrar a prática da captação ilícita de sufrágio, assim como carece de respaldo probatório falar-se em gravidade quantitativa da conduta imputada aos acionados, necessária para a procedência da ação, relativamente à configuração de abuso de poder”. Disse.

Testemunhas foram ouvidas durante o processo, além de vídeos, documentos e notas fiscais também foram analisados. A empresa Vale Norte, que também foi mencionada na ação, comprovou que a distribuição de cestas sob sua responsabilidade era vinculada a obrigações trabalhistas, sem ter nenhuma conexão com atividades de campanha eleitoral. O Ministério Público Eleitoral, (MPE), opinou também pela improcedência da ação, e apontou a falta de provas concretas.

Foto: Reprodução

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