O Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens celebrou, nesta quarta-feira (25), um momento histórico para a ciência e para a preservação do patrimônio natural brasileiro. Lotes de fósseis que haviam sido retirados ilegalmente do país e estavam na Suíça, Itália e Argentina foram oficialmente devolvidos e passam a integrar novamente o acervo da instituição caririense.
Na cidade de Berna, na Suíça, o prefeito de Santana do Cariri, Samuel Cidade Werton, e o diretor do museu, professor Allysson Pontes, participaram de uma cerimônia conduzida pelo Escritório Federal de Cultura. Na ocasião, foi formalizada a doação voluntária de um conjunto de fósseis que se encontrava sob guarda do Museu de Paleontologia da Universidade de Zurique.
O material repatriado da Suíça é composto por oito caixas, totalizando cerca de 150 quilos, contendo fósseis de peixes e répteis com idade estimada em até 120 milhões de anos, oriundos da Bacia do Araripe — uma das mais importantes formações fossilíferas do mundo.
Ainda na quarta-feira, em Brasília, o Ministério das Relações Exteriores recebeu outros dois conjuntos de fósseis provenientes da Argentina e da Itália. O material foi oficialmente entregue ao museu de Santana do Cariri e à Universidade Regional do Cariri (URCA), fortalecendo o trabalho científico desenvolvido na região.
Para o coordenador de Paleontologia da URCA, Álamo Saraiva, a devolução representa um avanço significativo para a pesquisa e a formação acadêmica. Segundo ele, o retorno desse acervo é motivo de grande alegria e tem impacto direto na produção de conhecimento. “Para o meio acadêmico, é um ganho expressivo, pois possibilita o estudo de diversos grupos de seres vivos encontrados aqui mesmo, na Bacia do Araripe, local de origem desse material”, destacou.






