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A Seleção de 220 milhões de técnicos

A Seleção de 220 milhões de técnicos

Faltando apenas dois dias para a tão aguardada convocação oficial de Carlo Ancelotti, que definirá os 26 jogadores que tentarão trazer o hexacampeonato mundial para o Brasil, uma velha tradição volta a tomar conta do país: cada brasileiro vira treinador da Seleção Brasileira.

Na próxima segunda-feira, 18 de maio, às 17 horas, o técnico italiano anunciará os nomes finais dentre os 55 atletas presentes na pré-lista. E, até lá, discussões, debates e opiniões seguem dominando mesas de bar, grupos de WhatsApp, programas esportivos e as redes sociais.

A verdade é que poucas coisas conseguem unir tanto os brasileiros quanto a Seleção Brasileira. E quando chega o período de convocação, todo mundo acredita ter a lista ideal na cabeça.

Ancelotti já possui uma base consolidada de jogadores que participaram da maior parte do ciclo e que contam com sua confiança. Nomes como Alisson Becker, Ederson, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Bruno Guimarães, Casemiro, Gabriel Martinelli, Luiz Henrique, Matheus Cunha, Raphinha e Vinícius Júnior parecem praticamente certos na lista final.

Mas existe um nome que talvez seja o mais discutido entre os brasileiros neste momento: Neymar.

Há quem defenda sua convocação pela qualidade técnica absurda e pela experiência. Outros entendem que o atual momento físico e técnico do camisa 10 não justificaria sua presença. E essa talvez seja justamente a maior dúvida de Ancelotti.

Se hoje eu pudesse assumir o lugar do treinador da Seleção e pensar no estilo pragmático e estratégico de Carlo Ancelotti, minha convocação dentro dos 55 nomes da pré-lista seria a seguinte:

Goleiros:
Alisson (Liverpool), Ederson (Fenerbahçe) e Hugo Souza (Corinthians).

Laterais:
Luciano Juba (Bahia) e Wesley (Flamengo).

Zagueiros:
Bremer (Juventus), Gabriel Magalhães (Arsenal), Ibañez (Al-Ahli), Léo Pereira (Flamengo), Marquinhos (PSG) e Thiago Silva (Porto).

Meias:
Andrey Santos (Chelsea), Bruno Guimarães (Newcastle), Casemiro (Manchester United), Danilo (Botafogo), Fabinho (Al-Ittihad) e Lucas Paquetá (Flamengo).

Atacantes:
Endrick (Lyon), Gabriel Martinelli (Arsenal), Luiz Henrique (Zenit), Matheus Cunha (Manchester United), Neymar (Santos), Pedro (Flamengo), Raphinha (Barcelona), Rayan (Bournemouth) e Vini Jr. (Real Madrid).

“Mas você levaria apenas dois laterais?”

Sim! E a explicação passa justamente pelo modelo de jogo que Ancelotti costuma utilizar. O treinador italiano já demonstrou em diversas equipes que não depende de laterais extremamente ofensivos como o Brasil teve em outras gerações. Talvez ele já tenha percebido algo que boa parte dos brasileiros também enxerga: a atual carência de grandes laterais no futebol brasileiro.

Pensando em uma linha defensiva de quatro jogadores mais compacta, eu levaria apenas dois laterais de origem — atletas com boa capacidade ofensiva e construção de jogadas — e completaria o setor defensivo com zagueiros versáteis, como Ibañez e Léo Pereira, que já atuaram improvisados pelos lados em seus clubes quando necessário.

E sobre Neymar?

Mesmo entendendo que seu futebol atualmente está abaixo do nível que já apresentou, a qualidade técnica do camisa 10 continua sendo diferenciada. Em uma Copa do Mundo, um jogador assim pode decidir partidas em poucos minutos. Seja atuando como meia central, seja como segundo atacante ao lado de um centroavante, Neymar ainda pode ser uma peça importante em situações específicas.

Essa seria minha convocação. Mas a verdadeira lista só conheceremos na segunda-feira.

E se eu tivesse que apostar em possíveis surpresas na convocação de Ancelotti, escolheria dois nomes: Neymar e Pedro.

Mesmo sem terem sido utilizados pelo treinador até aqui, acredito que ambos estarão entre os 26 escolhidos para representar o Brasil na busca pelo tão sonhado hexacampeonato.

Ruan Franklin

Ruan Franklin

Colunista

Ruan Franklin é jornalista formado pela Universidade Federal do Cariri (UFCA) e advogado graduado pela Universidade Regional do Cariri (URCA). É pós-graduando em Direito Desportivo Aplicado e Direito Eleitoral.

Atualmente integra a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Missão Velha. Possui experiência no radiojornalismo, com atuação por sete anos na Rádio Transcariri FM.

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