O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a cassação dos vereadores eleitos pelo partido Republicanos no município de Cascavel, na Região Metropolitana de Fortaleza, após reconhecer indícios de fraude à cota de gênero nas eleições municipais de 2024. A decisão também atinge os suplentes da legenda e prevê uma nova totalização dos votos da eleição proporcional no município.
Com a decisão da Corte Eleitoral, perdem os mandatos os vereadores Flávio Guilherme Freire Nojosa, conhecido como Flávio Cascavelense, Raimundo Gladson Oliveira Bezerra, o Gleidson da Boa Água, e Paulo Cesar de Souza Alexandre, o Paulo da Judite, todos eleitos pelo Republicanos no último pleito municipal.
O julgamento teve como base a suspeita de candidatura fictícia utilizada para cumprir o percentual mínimo de candidaturas femininas exigido pela legislação eleitoral. Segundo o entendimento do TSE, houve elementos suficientes para caracterizar irregularidades na composição da chapa proporcional do partido em Cascavel.
Na decisão, o ministro Floriano de Azevedo Marques determinou a desconstituição do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) do Republicanos no município. Com isso, todos os votos recebidos pela legenda e pelos candidatos ao cargo de vereador foram anulados.
Além da perda dos mandatos dos parlamentares eleitos, os suplentes do partido também ficam impedidos de assumir vagas na Câmara Municipal, já que toda a chapa proporcional foi invalidada pela Justiça Eleitoral.
Após a decisão, aliados dos vereadores cassados afirmaram que o grupo político teria sido alvo de “traição política” durante o processo. Apesar disso, a decisão do TSE possui efeito imediato e determina que a Justiça Eleitoral realize uma nova recontagem dos votos para redefinir a composição do Legislativo Municipal de Cascavel.






